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Estresse na adolescência afeta genes do cérebro e influencia transtornos na vida adulta

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) conduziram um estudo com ratos, revelando que o estresse excessivo na adolescência pode modificar genes no cérebro, especialmente os relacionados às funções bioenergéticas. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. Essas alterações impactam a respiração celular e estão associadas

Saúde Publicado em 08/Dez/2023 2 min de leitura
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Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) conduziram um estudo com ratos, revelando que o estresse excessivo na adolescência pode modificar genes no cérebro, especialmente os relacionados às funções bioenergéticas. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. 

Essas alterações impactam a respiração celular e estão associadas a problemas comportamentais e transtornos psiquiátricos na vida adulta. O córtex pré-frontal, crucial para o controle emocional, mostrou menor expressão de genes relacionados à função respiratória das mitocôndrias em ratos estressados na adolescência. Os resultados destacam a importância das mitocôndrias na regulação de comportamentos sociais.

Durante a adolescência, o cérebro passa por mudanças estruturais e funcionais, sendo suscetível a fatores socioambientais adversos. O estudo analisou o córtex pré-frontal, uma região altamente sensível a estressores durante essa fase. 

Ratos submetidos a estresse apresentaram prejuízos significativos em testes comportamentais, como ansiedade, sociabilidade e cognição. A análise genética revelou alterações nos genes do córtex pré-frontal associados a vias de estresse oxidativo e função mitocondrial.

A pesquisa sugere que a função mitocondrial desempenha um papel crucial no perfil comportamental afetado pelo estresse na adolescência. Os pesquisadores agora buscam entender se esse perfil comportamental pode prever a resposta de um indivíduo ao estresse e se está relacionado ao desenvolvimento de doenças psiquiátricas. Além disso, consideram explorar alterações genéticas para identificar estratégias de combate às consequências do estresse excessivo na adolescência.

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