Horário de dormir influencia peso, revela estudo brasileiro
Um estudo brasileiro realizado por pesquisadores da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) revelou uma relação direta entre o horário de dormir e o índice de massa corporal (IMC). Publicado na revista Sleep Medicine e apresentado no Congresso Mundial do Sono, o estudo chamado "SONAR-Brasil" analisou respostas de 2.050 brasileiros adultos em
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Um estudo brasileiro realizado por pesquisadores da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) revelou uma relação direta entre o horário de dormir e o índice de massa corporal (IMC).
Publicado na revista Sleep Medicine e apresentado no Congresso Mundial do Sono, o estudo chamado “SONAR-Brasil” analisou respostas de 2.050 brasileiros adultos em todas as regiões do país, revelando que quanto mais tarde alguém dorme, maior é seu IMC.
Dividido em três etapas desde 2021, o estudo coletou dados através de questionários online, abordando aspectos como peso, altura, padrões de sono, hábitos alimentares e atividades físicas. Segundo a nutricionista Giovana Longo Silva, principal autora do estudo, para o jornal Estadão, quase metade dos participantes (45,1%) eram “dormidores tardios”, indo para a cama após as 23h, e mais da metade (51,7%) dormia menos de 7 horas por noite.
Os resultados mostraram que o IMC diminuiu em 0,19 kg/m2 para cada hora a mais de sono, enquanto aumentava em 0,19 kg/m2 para cada hora adiada no horário de dormir. Em resumo, participantes que dormiam mais e mais cedo tinham um IMC menor do que aqueles com menos horas de sono e horários de dormir mais tardios. Não houve correlação significativa entre o horário de despertar e o IMC.
Quanto à relação entre peso e sono, a pesquisa sugere várias hipóteses. Uma delas é que o sono inadequado causa alterações hormonais, aumentando a produção do hormônio da fome (leptina) e diminuindo o da saciedade (grelina). Isso pode levar a mais fome e maior ingestão de alimentos. Outra explicação aponta para o aumento da fome hedônica, associada ao desejo por alimentos ricos em açúcar e gorduras, especialmente os ultraprocessados.