Minha Saúde Proteste

Planos de saúde: especialista tira dúvidas sobre reajustes

Os aumentos nas mensalidades dos planos de saúde podem se tornar uma dor de cabeça para os consumidores. Isso vale tanto para planos individuais e familiares, quanto aos coletivos por adesão. Mas é nesse último que estão os maiores problemas, já que a ANS não regula os reajustes, pressupondo que há uma relação mais equilibrada

Saúde Publicado em 15/Mar/2019 2 min de leitura Atualizado há 2629 dias
Plano de saúde

Leitura em voz inativa.

Os aumentos nas mensalidades dos planos de saúde podem se tornar uma dor de cabeça para os consumidores. Isso vale tanto para planos individuais e familiares, quanto aos coletivos por adesão. Mas é nesse último que estão os maiores problemas, já que a ANS não regula os reajustes, pressupondo que há uma relação mais equilibrada entre consumidores e operadoras.

Para tirar as dúvidas dos consumidores, conversamos com o pesquisador da PROTESTE, Rodrigo Alexandre:

Percentual do reajuste

Quais são as principais reclamações dos consumidores hoje em relação aos planos de saúde?

Principalmente negativa de cobertura, redução da rede de atendimento e reajustes.

Como o consumidor pode saber se o reajuste foi abusivo?

No caso dos planos individuais, o consumidor tem que consultar o percentual de reajuste autorizado pela ANS. A operadora só pode reajustar até o limite permitido pela agência.

Os percentuais são publicados?

O site da ANS disponibiliza todos esses dados. As operadoras também são obrigadas a comunicar aos beneficiários o reajuste autorizado.

Orientação

Caso elas descumpram o percentual, o que acontece?

Elas estão sujeitas a multa da ANS.

Caso o consumidor perceba um aumento maior do que o autorizado, o que ele deve fazer?

Ele deve procurar a ANS para fazer uma denúncia ou órgãos de defesa do consumidor, como a PROTESTE, por exemplo. Nesse caso, a gente entra com um ofício na ANS denunciando a operadora que está praticando ajustes acima dos autorizados.

Rodrigo Alexandre, pesquisador da PROTESTE

Rodrigo Alexandre, pesquisador da PROTESTE: briga por reajustes regulados para consumidor pessoa jurídica

Planos pessoa jurídica

E nos planos coletivos por adesão?

Nesse caso, os reajustes são praticados de forma livre. A agência só regulamenta os planos individuais. E essa é uma tecla que a PROTESTE briga desde o início. Nós pedimos que essa regulamentação seja feita pela ANS justamente para não incidir ajustes da forma que a operadora acha que deve ser.

Hoje o consumidor pessoa jurídica então não tem proteção?

Não tem proteção. E isso faz com que a oferta de planos individuais venha diminuindo a cada ano. Porque é muito mais interessante para as operadoras poderem praticar os reajustes livremente.

Inadimplência

Caso o consumidor não concorde com o aumento e deixe de pagar ao plano de saúde, ele pode ficar sem cobertura?

Teoricamente, sim. O consumidor, ainda que o reajuste seja maior, ele tem que pagar para não perder a cobertura do plano. O melhor caminho é ele pagar e procurar seus direitos depois.

 

Veja também

Mais lidas

Newsletter

Receba a proxima curadoria da PROTESTE

Assine para acompanhar novas orientacoes sobre saude, qualidade de vida e direitos do consumidor.

Ao enviar, seus dados sao encaminhados para o cadastro da newsletter.