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Café de boa qualidade: como diferenciar as marcas?

Todo mundo que compra café em pó no supermercado já deve ter reparado que praticamente todas as marcas têm o Selo de Pureza da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Mas ao contrário do que se possa pensar, o selo de pureza puro e simples não atesta a categoria de qualidade dos cafés. Falaremos

Alimentação Publicado em 05/Jun/2019 3 min de leitura Atualizado há 2545 dias
Café

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Todo mundo que compra café em pó no supermercado já deve ter reparado que praticamente todas as marcas têm o Selo de Pureza da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Mas ao contrário do que se possa pensar, o selo de pureza puro e simples não atesta a categoria de qualidade dos cafés. Falaremos desse selo mais à frente.

A ABIC tem um programa de monitora, por meio de coletas nos pontos e vendas e de análise em laboratórios autorizados, mais de 3.000 marcas por ano. Somente após esse processo a indústria associada à ABIC recebe autorização para estampar o Selo de Pureza.

Atualmente pouco mais de 1.000 marcas estampam esse selo. Mas o que ele atesta? Na verdade, a simples presença do selo sem nenhum complemento significa que o produto dentro da embalagem é…café, livre de adulterações e misturas.  Em outras palavras, é um atestado da indústria de que o produto que estamos consumindo segue alguns padrões.

Então saber se um café é de boa qualidade? Muito fácil. Agora, saber a categoria de qualidade que o seu café se encontra é outro detalhe. Além desse Programa Permanente de Controle da Pureza do Café, a ABIC possui o Programa de Qualidade do Café (PQC). Criado em 2004 pela ABIC, o PQC certifica a qualidade do produto final por meio de análise sensorial, e classifica e diferencia os cafés em 4 categorias: Tradicional, Superior, Gourmet e não recomendável para o consumo.

A análise sensorial, feita em laboratório utiliza o critério de Qualidade Global do café na xícara. Ou seja, especialistas pontuam notas em uma escala de 0 a 10, sendo que o nível mínimo de qualidade é 4,5 pontos – abaixo disso, não é um produto recomendável para consumo.

Diferentes categorias atestam a qualidade dos cafés

Cafés Tradicionais ou Extrafortes são indicados para o consumo do dia-a-dia, com custo menor. Assim, são comparáveis aos vinhos de mesa, que tem qualidade regular, mas preço menor, para o consumo diário. São constituídos de cafés arábica, robusta/conilon ou blendados. A Nota de Qualidade Global fica na faixa de 4.5 a 5.9 pontos.

Os cafés Superiores têm qualidade boa e sabor mais acentuado. São comparáveis aos vinhos superiores, que estão na escala intermediária de qualidade. Ou seja, são melhores que os Tradicionais e/ou Extrafortes e com valor agregado. São constituídos de cafés arábica, ou blendados com robusta/conilon. A Nota de Qualidade Global na faixa de 6.0 a 7.2 pontos).

Já os Cafés Gourmets são excelentes, exclusivos e de alta qualidade, com sabor e aroma mais suaves por causa da seleção dos grãos. Também é possível perceber notas frutais, achocolatadas e de nozes. São comparáveis aos vinhos mais finos, mais raros e de alta qualidade. Eles têm Nota de Qualidade Global na faixa de 7.3 a 10.

Essas mesmas categorias podem também ser certificadas no Programa Cafés Sustentáveis do Brasil. Esse selo atesta produtos com rastreabilidade assegurada desde a produção até a industrialização. Os cafés são produzidos com os grãos provenientes de fazendas certificadas quanto à sua produção sustentável. Ou seja, fazendas que preservam o meio ambiente e respeitam o produtor. Além disso, o processo de industrialização é auditado quanto às boas práticas de fabricação.

E você, já sabe como preparar um café perfeito?

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